In the spirit of one of the most beautiful Portuguese traditions, the pleasure in welcoming our visitors, we are dedicated to making this a reality and make it our philosophy of life.
Mãe e Rainha, bondosa, decidida, corajosa e pacificadora, amada e com compaixão por todos os seus súbditos. Seu segredo: o amor a Jesus crucificado acima de todas as coisas.
Não se sabe ao certo em que ano a Rainha Santa Isabel nasceu, mas o seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô lhe chamava “rosa da casa de Aragão”. Seu avô, Jaime I, não ocultava sua grande predileção por Isabel e fez questão de que ela fosse educada em seu palácio, para poder gozar de sua companhia. A razão mais profunda pela qual não queria separar-se dela era o sensível influxo de bênçãos e a suavidade que emanavam de sua pessoa. Num ambiente carregado de tensões e pesados encargos, aquele precioso tesouro dulcificava os corações.
Seus pais, deram-lhe o nome de Isabel, em homenagem a sua tia-avó a Rainha Isabel da Hungria. Desde cedo as virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e desde muito nova começou a mostrar gosto pela meditação, rezas e jejum, não a atraindo os divertimentos comuns das raparigas da sua idade. Isabel não gostava de música, passeios, nem jóias e enfeites, vestia-se sempre com simplicidade.
Isabel estava mais inclinada a encerrar-se num convento, no entanto, como era submissa, viu no pedido dos pais, a vontade do céu. Então a 11 de Fevereiro de 1282, foram assinadas as bases do contrato de casamento com o Rei D. Dinis de Portugal. Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido nas suas deslocações pelo país e com a sua bondade conquistou a simpatia do povo. Dava dotes a raparigas pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna.
A par do seu espírito pacificador, foi na prática da caridade e no amor aos pobres que o seu amor a Deus se projetou inteiramente. Tanto se dedicou aos fracos, cuidou dos enfermos, fundou hospitais e protegeu toda categoria de desvalidos, que não é possível encontrar explicação humana para a fecundidade assombrosa de suas iniciativas.
Quando a querida rainha saía no paço, uma multidão de infelizes a seguia, pedindo socorro, e nunca algum deles se retirava sem ser generosamente atendido. A Rainha gostava de cuidar pessoalmente dos leprosos mais repugnantes, tratando-lhes as chagas e lavando-lhes as roupas; encaminhava para uma vida digna os órfãos e as viúvas e até na hora da morte não abandonava os infelizes, para os quais providenciava uma sepultura digna e mandava celebrar Missas em sufrágio de suas almas. Como corolário de sua fé inabalável, não eram poucos os doentes que saíam de sua presença inteiramente curados.
D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas.”
Isabel faleceu de peste, em Estremoz, aos 66 anos.
D. Dinis e a Rainha Santa Isabel passaram núpcias em Óbidos. Doando a Vila, a Santa Isabel, como prenda de casamento, esta passou a fazer parte integrante do dote de todas as Rainhas portuguesas
Com a oferta de Óbidos como prenda de casamento de D. Dinis a sua esposa D. Isabel, a Vila ficou pertença da Casa das Rainhas (nome dada ao dote), só extinta em 1834, e por aqui passaram a maioria das rainhas de Portugal, deixando grandes benefícios. Rainha Santa Isabel constrói neste lugar, a 1309, outrora afastado da Vila, uma gafaria ou leprosaria com uma capela dedicada a São Vicente, sendo esta hoje em dia a Igreja de São João Baptista.
Segundo a Lenda Portuguesa, a rainha saiu do Castelo do Sabugal numa manha de Inverno para distribuição de pães aos mais desfavorecidos. Surpreendida pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha teria exclamado: “São Rosas Senhor!”. Desconfiado D. Dinis, “Rosas no Inverno?”. D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele havia rosas, ao invés do pão.
Desde pequena a princesa parecia fadada para misteriosos destinos: nascera totalmente envolta por uma película, que sua mãe guardara numa caixa de prata que conservava nas suas arcas.
Segundo uma história hidrográfica, quando D. Isabel faleceu, desejou ser sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, sendo esta viagem muito demorada, havia o receio do cadáver entrar em decomposição acelerada devido ao calor, e conta-se que a meio da viagem o ataúde começou a abrir fendas pelas quais escorriam um líquido, que todos supuseram que fosse da podridão cadavérica. Mas qual não foi a surpresa quando notaram que em vez do mau cheiro, saía um cheiro suavíssimo do ataúde.
Em Óbidos os pratos típicos são a caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, enguias fritas e de ensopado. Os doces de trouxa-de-ovos, as lampreias das Gaeiras e os alcaides. As frutas típicas são as maçãs, as laranjas e a pêra Rocha é considerada a fruta mais qualificada da Região Oeste. Óbidos tem bons vinhos e licores, graças ao seu microclima, a região produz óptimos licores como a ginjinha, cujo licor se celebrizou como a bebida típica e tradicional de obtidos.
Óbidos, já abrigou a Rainha Santa Isabel, e outras figuras históricas portuguesas.
Naquela época as claras dos ovos eram usadas para engomar tecidos e as freiras acabavam por inventar receitas usando as gemas dos ovos, dando daí origem e diversas receitas como a da trouxa-de-ovos. As trouxas de ovos são um dos doces que têm a sua origem na doçaria conventual. A característica que se destaca nestes doces conventuais é o facto de serem, na sua maioria, confecionados à base de açúcar e gemas de ovos em grande quantidade. As trouxas de ovos são um claro exemplo disso mesmo, tornando-se num doce de sabor intenso e, ao mesmo tempo, delicado, após serem sabiamente cozinhadas com a paciência e tempo de que necessitam.
Ingredientes: Para as capas: |
Preparação: Misture o açúcar com a água e leve ao lume até fazer ponto de fio forte. Bata as gemas com o ovo. Deite-as às colheradas dentro da calda até cozerem. Retire para um prato e reserve. Prepare os fios de ovos: aqueça o açúcar com a água até levantar fervura. Deite as gemas no aparelho próprio e deixe-as escorrer em fios. Retire-os com a ajuda de um garfo para um prato molhado. Recheie cada capa com os fios de ovos, enrole, coloque numa travessa e regue com a restante calda. |
Numa noite sem luar, o exército de D. Afonso Henriques cercava a fortaleza de Óbidos onde os mouros resistiam já há cerca de dois meses. D. Afonso Henriques e Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, tinham decidido que o ataque seria realizado na madrugada do dia seguinte antes de se retirarem para as suas tendas. Dormia já o Lidador, quando foi acordado por uma voz de mulher que lhe pedia para ser conduzida à tenda do rei de Portugal, pois tinha algo de importante a comunicar-lhe. A jovem vivia no castelo dos mouros, mas não sabia se era moura, porque nunca tinha conhecido os seus pais. Temendo uma cilada dos mouros, foi com alguma relutância que o Lidador a conduziu à presença do rei, perante o qual a jovem revelou o sonho que se repetia há três noites. Neste sonho, aparecia-lhe um homem novo de barbas castanhas e olhar doce que a incumbiu de transmitir uma mensagem para o rei de Portugal: o rei deveria reunir os soldados e liderá-los num ataque surpresa na parte fronteiriça do castelo, enquanto o Lidador se deveria dirigir com dez homens às traseiras onde a jovem donzela abriria uma porta para os deixar passar. O homem de olhar doce prometia Óbidos aos cristãos e a salvação à jovem donzela. Apesar da hesitação do Lidador, D. Afonso Henriques já não se atrevia a duvidar dos desígnios divinos após o Milagre de Ourique. Na manhã seguinte, Óbidos foi conquistada conforme o sonho da misteriosa jovem que nunca mais foi vista. A porta que franqueou a entrada dos cristãos ficou para sempre conhecida como a Porta da Traição.
Tradição indiscutível na vila é a ginjinha, uma bebida licorosa que é servida quase em todas as portas da Rua Direita. E se quanto ao castelo, quem conta um conto acrescenta um ponto, quanto à ginjinha, os obidenses parecem estar em consenso: foi trazida pelo senhor Montês.
"O senhor Montês veio para Óbidos para trabalhar nas minas que existiam fora de portas.
Mas apaixonou-se por uma senhora de Óbidos, a dona Corália, menina de boas famílias. Para a conquistar, o senhor Montês abriu um antiquário e começou a dar como oferta a quem comprasse antiguidades um copo de ginjinha. E foi assim que a tradição nasceu, tendo sido ele o primeiro a comercializar a ginjinha.
Há quem diga que Montês foi o primeiro explorador turístico privado de Óbidos, mas a principal recordação é a de um contador de histórias."